Um café de altitude na floresta nublada
Embora muitas vezes fique à sombra de outros grandes produtores andinos, o Equador é uma das origens mais promissoras do café especial. Sua geografia reúne a Cordilheira dos Andes, a costa do Pacífico e a Amazônia, criando uma extraordinária diversidade de climas e solos que permite o cultivo de cafés com perfis muito diferentes em distâncias relativamente curtas. Nos últimos anos, uma nova geração de produtores impulsionou o crescimento do café especial no país, apostando em variedades de alta qualidade, práticas sustentáveis e processos cada vez mais precisos. Hoje, o Equador continua sendo um produtor pequeno em volume, mas enorme em potencial, consolidando-se como uma das origens mais interessantes da América do Sul.

Floresta nublada e solos vulcânicos
O Ecuador Tulipe vem da Finca 1600 Estate, na região de Tulipe, província de Pichincha, a noroeste de Quito, em plena floresta nublada subtropical. Um ambiente de umidade constante, temperaturas amenas e solos vulcânicos, ideal para cafés de altitude.
Um projeto que nasceu da transformação
O projeto Café 1600 nasceu em 2010, quando Mateo Patiño, Gilda Carrascal e Andy Dávalos transformaram antigos pastos de gado em uma fazenda de café, guiados pelo produtor Arnaud Causse. É um blend de variedades — Bourbon, Pacamara e Caturra — cultivadas entre 1.600 e 1.700 metros de altitude. A umidade constante e a baixa exposição solar desaceleram a maturação das cerejas, favorecendo grãos mais densos e de maior complexidade aromática. Processo natural.
Perfil de xícara
Na xícara, o Ecuador Tulipe apresenta um perfil tradicional e achocolatado: notas de manteiga de cacau, butter toffee e mel, com uma leve nota de fermentação no retrogosto que traz um caráter muito particular, diferente do que se espera de um café com esse perfil.
| Origem: | Tulipe, Pichincha |
| Produtor: | Mateo Patiño, Gilda Carrascal, and Andy Davalos |
| Variedade: | Bourbon, Pacamara, Caturra |
| Altitude: | 1600 |
| Processo: | Natural |
| Pontuação: | 85 |